domingo, 16 de setembro de 2012

Ode à Solidão


Oh, doce solidão letrada de estrela,
É doce a ilusão que me incendeia.
Não há mais bela companhia que tê-la,
E assim mantém-me presa em sua teia.

Oh, doce solidão inebriante,
Sempre fiel, constante e paciente,
Gozo-te mais até que de um amante,
Pois me consomes em tua chama mais ardente.

Oh, doce solidão que me castiga,
É tudo o que me agora mantém viva.
Não me abandones, pois, oh velha amiga,
Já sou-te agora irremediavelmente cativa.

Oh, doce solidão que me vicia,
É toda a dor que me angustia,
É o doce ópio que me sacia.
Não cobres mais minha simpatia.

Sou agora abençoada em maldição.
Sou medo, névoa, escuridão.
Sou tudo, nada, sim e não.
Deixe-me em paz, maldita solidão!


                                                                                                                                        Amanda Magnani

Um comentário:

  1. Ledo convite

    Que a solidão te abandone
    Agora tens companhia
    Estou aqui, companheira!
    Sigamos a trilha da alegria!

    Que a solidão te abandone
    E que a esperança jorre
    Qual cachoeira de sonhos
    O coração do poeta nunca morre!

    Beijocas,

    Leda

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