Oh, doce solidão letrada de estrela,
É doce a ilusão que me incendeia.
Não há mais bela companhia que tê-la,
E assim mantém-me presa em sua teia.
Oh, doce solidão inebriante,
Sempre fiel, constante e paciente,
Gozo-te mais até que de um amante,
Pois me consomes em tua chama mais ardente.
Oh, doce solidão que me castiga,
É tudo o que me agora mantém viva.
Não me abandones, pois, oh velha amiga,
Já sou-te agora irremediavelmente cativa.
Oh, doce solidão que me vicia,
É toda a dor que me angustia,
É o doce ópio que me sacia.
Não cobres mais minha simpatia.
Sou agora abençoada em maldição.
Sou medo, névoa, escuridão.
Sou tudo, nada, sim e não.
Deixe-me em paz, maldita solidão!
Amanda Magnani
Amanda Magnani
Ledo convite
ResponderExcluirQue a solidão te abandone
Agora tens companhia
Estou aqui, companheira!
Sigamos a trilha da alegria!
Que a solidão te abandone
E que a esperança jorre
Qual cachoeira de sonhos
O coração do poeta nunca morre!
Beijocas,
Leda